O teste acima roda no teclado ABNT2, com o ç na tecla dele e os acentos nas mortas. Sem cadastro e sem custo. O resultado sai em wpm, e a primeira coisa que esta página faz é converter isso em toques para você.
A tela mostra a velocidade em wpm, a sigla inglesa de palavras por minuto. Se você veio de um edital, o número que interessa é outro: toques por minuto.
A conversão é exata, não é aproximação. Uma palavra vale cinco toques por convenção, e é essa mesma convenção que o site usa para calcular o wpm. Multiplique por cinco e você tem os toques.
| Na tela | Toques por minuto | Em cinco minutos |
|---|---|---|
| 20 wpm | 100 toques | 500 toques |
| 30 wpm | 150 toques | 750 toques |
| 40 wpm | 200 toques | 1.000 toques |
| 50 wpm | 250 toques | 1.250 toques |
| 60 wpm | 300 toques | 1.500 toques |
A coluna da direita existe porque quase nenhuma prova prática dura um minuto. O padrão aqui são sessenta segundos; a sua provavelmente pede cinco ou dez. Use os 120 segundos do seletor para chegar mais perto do fôlego que a prova cobra.
Essa distinção você já tem em português, e ela é a razão de existir deste site. O bruto conta tudo o que você digitou. O líquido conta só o que saiu certo, e é o líquido que aparece como número principal. Vale um aviso: cada banca calcula o líquido do seu jeito, e o desconto por erro do seu edital pode não ser o daqui.
O que talvez seja diferente do que você espera: aqui a posição é julgada uma vez, no momento em que você chega nela. Voltar com o backspace conserta a tela e não conserta o registro. Se você errou o á e corrigiu, o á continua errado na conta.
É severo de propósito. A distância entre o bruto e o líquido é o preço dos seus erros na mesma unidade da sua velocidade, e uma medida que perdoasse a correção mostraria progresso enquanto a taxa de erro ficasse parada exatamente onde estava.
Nenhuma outra sequência do português aparece tanto. Das 206 palavras da lista de frequência deste site, 18 terminam em -ção, e essa terminação encabeça a lista de dígrafos à frente de qualquer coisa que uma contagem bruta colocaria lá.
São três caracteres e quatro teclas, porque o til vem de uma tecla morta. E as duas primeiras caem no mesmo dedo: o ç e o til são ambos do mindinho direito, um atrás do outro, antes de a mão passar o a para o mindinho esquerdo e subir o o para o anelar. Dedo repetido numa sequência que aparece o tempo todo é a receita de uma hesitação.
Quando a análise aponta uma fraqueza sua nesse trecho, o exercício seguinte vem montado com palavras portuguesas que a contêm, e não com uma lista genérica traduzida.
A assimetria é invisível no texto e bem visível no relógio.
Em números: 5,2% dos caracteres da série de palavras passam por uma tecla morta, contra 24 cedilhas que não passam. Ou seja, você aperta cerca de 105 teclas para cada 100 toques que o resultado conta. É mais que o dobro do espanhol e mais que o triplo do francês, e é por isso que o português parece mais lento do que a conta mostra.
A lista de palavras e as citações são portuguesas de origem. A lista segue a frequência real de uso e não é uma lista inglesa traduzida; as citações são provérbios e frases anônimas, sem autor, porque é assim que o provérbio circula.
Os textos longos e os de escritório funcionam ao contrário, e vale dizer: são a mesma passagem em todos os idiomas do site, passada para o português e adaptada, com os valores e as datas que cabem aqui. É proposital. Quem digita o mesmo texto em português e em inglês compara duas corridas suas, não dois tipos de texto.
O português é o do Brasil, e o teclado também.
Para velocidade e precisão, dá. Para simular a prova, não: cada banca tem seu tempo, seu texto e seu critério, e alguns editais contam toques líquidos enquanto outros descontam por palavra errada. Leia o edital primeiro, converta o mínimo exigido em wpm dividindo por cinco, e use esse número como alvo aqui.
O resultado não muda: o teste conta os caracteres que chegam, não como sua máquina os produziu. Mudam as dicas de dedo. No US Internacional o agudo sai da tecla do apóstrofo e o ç sai de AltGr com a vírgula, então leia as indicações desta página como sendo sobre o teclado padrão brasileiro e não sobre o seu.
Conta. Um nao escrito sem o til é um caractere errado naquela posição, igual a qualquer outro. Como o til é tecla morta, esquecê-lo custa a letra inteira e não só o sinal: você não digitou um a sem acento, você digitou a letra errada.
Porque ele aparece muito no texto e porque é uma tecla morta seguida de duas letras, com a mão direita saindo do descanso. Frequência alta e sequência cara na mesma sílaba é a receita de um ponto de hesitação, e é por isso que ele lidera a lista de dígrafos em vez de aparecer no meio dela.
Do Brasil, nas palavras e no teclado. A lista de frequência é brasileira e o mapa de dedos vem do ABNT2. Para um leitor de Portugal a maior parte continua valendo: o teclado português também dá tecla própria ao ç, no mesmo lugar da fila de descanso. O que muda são as teclas mortas e parte da pontuação, que ficam em posições diferentes das descritas aqui.